Pedagogia 25 jul, 2018

Colocando limites – Um hábito necessário


     Os filhos não podem fazer o que querem é quando querem.

As crianças aprendem a partir de imitações, que é sem dúvidas a forma mais efetiva de aprendizagem. São as experiências do dia a dia que vão traçar a personalidade, os hábitos e o comportamento da criança.

A partir desse aprendizado do dia a dia, as crianças criam expectativas, e o mundo se torna pequeno para tantas descobertas! E é aí que o limite entra. Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer.

O problema é que a preguiça e o hábito de deixar tudo pra depois atrapalha essa fase da educação. Os pais usam diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender.” “Sabemos que não devemos deixar, mas é tão engraçadinho.” É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

É tão mais fácil dar aquele doce antes do almoço do que ter que explicar o por que de não dar, e ainda ter uma criança ranzinza e chorando por que não conseguiu aquilo que queria.

Quando a criança não consegue aquilo que quer, é gerado uma frustração. Ao evitar que nossos filhos se sintam frustrados frente a qualquer situação ou inventamos de gratificá-los o tempo todo estamos agindo de maneira equivocada. Uma maneira de favorecer o desenvolvimento integral dos pequenos é ajudá-los a assumir que na vida existem situações tanto de fracasso quanto de sucesso.

 

  • Uma criança com baixa tolerância à frustração é mais impaciente e impulsiva.
  • É mais difícil controlar suas emoções.
  • As crianças com baixa tolerância à frustração são muito exigentes.
  • Elas tentam satisfazer imediatamente suas necessidades, de modo que, na demora de seus requisitos, podem chorar facilmente e fazer birras.
  • São mais propensas a desenvolver quadros de depressão ou ansiedade frente a dificuldades ou conflitos importantes.
  • A criança possui uma reduzida capacidade de adaptação e flexibilidade.

Portanto não tenha medo (nem preguiça) de falar não, de impor limites, de frustar e de dar educação para seu filhos! A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

 

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